Roma Itália
A Itália é um país de grandes cidades: Roma, Milão,
Nápoles, Turim, além de dezenas de cidades de médio porte. Uma só
fonte de uma só de suas de suas pracinhas faria a glória de qualquer
cidade brasileira. São obras de arte, sempre bem cuidadas, vertendo água
limpa, ao contrário dos chafarizes imundos que encontramos em quase todas
as nossas urbes.
Roma já foi a capital do mundo. Residência oficial
dos papas, grande parte de sua população está empregada no setor de
serviços e é sede de importantes organismos internacionais, como a FAO.
Em Roma, vale hospedar-se na Via Sistina, na velha Pensione Rosario, os
preços são razoáveis e a um pulo das escadarias da Praça de Espanha,
de onde convém descer lentamente para observar as grandes lojas da Via
del Corso.
O que mais atrai em Roma, além de sua gloriosa
história e construções notáveis, são as centenas de igrejas, no
interior das quais se encontram algumas das obras de arte mais importantes
do Ocidente, como a Piettà ou o Moisés, estátua que só falta falar.
Extremamente arborizada, com cafés espalhados pela calçada, Roma é de
todas as cidades italianas a que mais lembra as cores quentes dos
trópicos.
A Cidade do Vaticano ocupa uma área de apenas 44
hectares e recebe milhares de turistas, católicos ou não, todos os anos.
Roma é um dos destinos mais procurados por turistas em todo o mundo. Para
receber uma enxurrada de turistas no ano que vem, a cidade passou por uma
verdadeira maratona de obras. O governo destinou US$ 3,5 bilhões para a
empreitada.
A principal atração, a Basílica de São Pedro (por
onde devem circular perto de 80 mil pessoas por dia, no próximo ano),
não é a mesma de tempos passados. Foi erguida em cima do túmulo do
apóstolo que lhe deu o nome. Segundo o Evangelho, Deus disse:
"Pedro, tu és pedra e sobre ti erguerei a minha Igreja". A
basílica está localizada às margens do Rio Tibre.
O primeiro templo começou a ser construído no ano de
349, durante o reinado de Constantino, o Grande. Com o passar dos
séculos, as reformas foram ampliando os edifícios. Entretanto, a reforma
mais considerável da basílica ocorreu em 1506, sob o comando do papa
Júlio 2º. O trabalho levou aproximadamente cem anos para ser concluído
e contou com a participação de arquitetos e artistas renascentistas e
barrocos.
A basílica é suntuosa, a nave central tem 221,5
metros de comprimento e o domo, idealizado por Michelangelo, fica a 133
metros de altura. Tem ainda 11 capelas e 45 altares. Por todo o Vaticano
estão espalhadas belas obras de arte. É um verdadeiro espetáculo para
os olhos. Pode-se visitar o túmulo de São Pedro, os museus e a
biblioteca. Mas o destaque é a Capela Sistina, construída no século 15
por Sisto 6º. (CC)
Museus do Vaticano - Guardam algumas das principais
obra de arte da humanidade, principalmente do período Renascentista
Capela Sistina - Idealizada pelo arquiteto Gioannino De
Dolci, por vontade do papa Sisto 6º, é um dos conjuntos de obras mais
importantes dos pontos de vista artístico, religioso e histórico
Foro Romano - Ruínas do conjunto de prédios onde na
antigüidade eram realizadas assembléias do povo e do Senado, eleições
dos magistrados e cerimônias religiosas
Coliseu - Anfiteatro da antigüidade, cuja construção
começou no ano 72 e foi concluída em 80: tinha capacidade para 50 mil
pessoas, que ali se reuniam para ver espetáculos muitas vezes cruéis,
como combates entre gladiadores ou entre seres humanos e animais ferozes
Fonte de Trevi - Construída no século 17, mostra a
estátua de Oceano sobre um carro puxado por dois Tritões: diz a lenda
que quem joga uma moeda em suas águas garante o retorno à Cidade Eterna
Praça de Espanha - Ali estão a Fontana della
Barcaccia e a Igreja e Escadaria de Trinità dei Monti, fartamente
enfeitadas por flores coloridas que formam um belo cenário para desfiles
de moda ou gravação de comerciais
Panteão - Construído no ano 27 e destruído por um
incêndio no ano 80, foi reedificado entre os anos 110 e 125: a abertura
da cúpula possibilita iluminação natural, mas curiosamente não permite
a entrada da chuva
Praça Navona - Localizada onde antigamente ficava o
Stadio di Domiziano, abriga três fontes, como a famosa Fontana di Fiumi,
erguida em 1650: hoje é um dos centros mais freqüentados da capital
italiana
Mas é Milão o principal centro econômico da Itália.
De origem celta, foi a capital dos imperadores do ocidente e teve grande
desenvolvimento sob os Sforza (no século 15), que incrementaram a
indústria de tecidos. As pequenas indústrias formaram a base inicial de
seu desenvolvimento. Mas depois cresceram. Transformaram-se em bancos e
companhias de seguros. Entroncamento rodoferroviário, liga o Pó aos
Alpes. É o mais vasto aglomerado urbano da Itália, com ruas largas,
poderosos centros comerciais e um dos maiores entrepostos agropecuários
do mundo. Abriga o maior parque industrial, as maiores siderúrgicas e as
grandes refinarias de petróleo. É capital de indústrias
automobilísticas e de química fina.
A capital do Sul é Nápoles, antiga colônia grega
cercada pelo Vesúvio, tão bela que pouco exagera a canção que diz:
"Ver Nápoles e depois morrer...". Mas se Nápoles é o porto
das lendas, hoje também é a sede da poderosa indústria aeronaval da
península. Suas mulheres, suas canções, suas pizzarias são
insuperáveis.
Voltemos ao Norte. Lá está Turim, a capital do
Piemonte, antiga colônia romana que até hoje conserva a forma
arquitetural básica primitiva das urbes peninsulares: a do tabuleiro de
xadrez. Ali está a sede de uma das maiores e mais modernas indústrias
automobilísticas do mundo, a Fiat.
Abaixo de Turim está a legendária Gênova, ponto de
passagem obrigatória para quem vai ao Norte da Itália e não resiste a
uma passada pela costa mediterrânea francesa.
É Veneza a mais original das cidades italianas. Ali
não se utiliza o transporte terrestre: o tráfego é realizado em
gôndolas, barcaças, canoas, lanchas. Construída sobre um antigo
arquipélago cujas ilhas são ocupadas hoje pelo casario compacto, as ruas
são canais - o maior deles tem quase quatro quilômetros de extensão.
Embora não tenha mais a grandeza do passado, quando o Adriático era o
rei dos mares, Veneza ainda é um dos maiores centros turísticos do
mundo. E que no entanto está afundando lentamente, ameaçada de ser
tragada pelas profundezas de suas próprias entranhas tectônicas.